De uma capela em Évora (Portugal)
revestida internamente por ossos humanos
Para uma senhora portuguesa
Os ossos que vêm,
os ossos que vão:
ninguém sabe de quem são.
São os ossos da vida.
São os ossos do mundo.
Dispostos um a um, formam
um grande baú
olhado de dentro.
São os ossos da sorte.
São os ossos do ofício.
De quem são esses ossos
tão juntos e atados
uns aos outros?
São os ossos da morte,
igual para todos.