Sob o peso do tempo
adormecem velhas naus.
Areias sobre elas se movem,
cobrindo-as de esquecimento.
Um dia partiram
sob o adeus de famílias.
Voltariam pra casa, navegantes
com histórias únicas.
Mas nem sempre voltaram.
Navegar era preciso
mais do que viver – disso
bem poucos sabiam.
Fantasmas cifrados nas ondas,
apenas se mostram
a quem os sabe ver.
São naufragados.