AMORA SELVAGEM
O amor des-existe.
Dele, há a lembrança
de ter havido um dia,
uma noite, um minuto.
Num fechar de olhos,
aparece. Num piscar,
perece.
Não é questão
de palavra, tampouco
de gramática.
Talvez seja, hora sim,
hora não, a distância
entre aqui e agora.
Assim mesmo é amor,
selvagem amora.